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      • A DEMOCRACIA RESISTE!

        A conclusão do julgamento do núcleo crucial da trama golpista no dia de hoje, 25 de novembro de 2025, reafirma a força das instituições e da sociedade brasileira que enfrentaram e superaram uma grave ameaça de ruptura democrática, avançando rumo a uma democracia forte.

        A importância deste momento não se deve a punições individuais: estamos diante de um marco histórico. Pela primeira vez, autoridades do primeiro escalão - dentre elas militares do alto comando e um ex-presidente da República - foram julgadas por crimes contra a democracia. Um marco inédito em um país cuja história é marcada por golpes, restrições de liberdade e períodos ditatoriais. A responsabilização do núcleo central da tentativa golpista, atendendo plenamente às regras do devido processo legal, evidencia o vigor de um regime democrático jovem, porém altivo, sustentado pelo compromisso não apenas das instituições, mas de toda a sociedade, com a Constituição Federal e a defesa ativa do Estado Democrático de Direito.

        Com essa histórica decisão, o Brasil consolida-se como ponto fora da curva no cenário internacional e um exemplo de como as democracias resistem. Demonstra, na prática, que instituições e sociedade civil devem operar de forma assertiva contra processos de autocratização. Desde o início, organizações da sociedade civil acompanharam e participaram das iniciativas de investigação, inclusive no âmbito da CPMI no Congresso, pautaram o debate público pela memória dos acontecimentos, defenderam o fortalecimento do sistema democrático e se posicionaram firmemente contra tentativas de anistiar os crimes ocorridos. O resultado desse processo é uma resposta democrática sólida e legítima. Em um contexto de violenta ascensão do autoritarismo, celebramos com convicção a vitalidade democrática brasileira.

        No entanto, ainda há passos essenciais a serem percorridos. A trama golpista, que culminou na insurreição de 8 de janeiro de 2023, expôs feridas profundas do tecido social e institucional que precisam ser tratadas pelo Estado brasileiro. Permanecem pendentes ações decisivas para despolitizar e democratizar as forças de segurança, reestruturar o equilíbrio entre os Poderes, recuperar a confiança no sistema eleitoral, garantir a responsabilização integral de financiadores e demais envolvidos e, não menos importante, promover a memória dos crimes contra a democracia para que esses tristes episódios fiquem restritos, daqui em diante, aos livros de História.

        Para que essas medidas avancem, é necessário que se renove um pacto democrático em que instituições e sociedade assumam um compromisso absoluto, efetivo e permanente com a consolidação do Estado Democrático de Direito, incorporando os saberes e acúmulos produzidos ao longo de nossa história. Que a data de hoje seja o anúncio deste novo começo. Seguiremos, atentos e atuantes, construindo esse amanhã verdadeiramente democrático.

      • ATUALIZAÇõES E AÇÕES DO PACTO SOBRE O JULGAMENTO DA TRAMA GOSPISTA

        NOTA PÚBLICA: Condenação de golpistas reforça resiliência democrática e marca ruptura com a impunidade
        September 11, 2025
        Julgamento do golpe é tema de artigo no *Desinformante
        September 2, 2025
        Carta ao Excelentíssimo Presidente da Câmara dos Deputados, Senhor Hugo Motta
        August 7, 2025
        “Declaração de vingança contra a democracia”, alertam organizações brasileiras sobre tarifaço de Trump
        July 11, 2025
      • O STF JULGOU oito réus acusados de integrar o núcleo central de um plano golpista após as eleições de 2022.Eles respondERÃO por articular ataques às urnas, pressionar as Forças Armadas e tentar impedir a posse de Lula. Conheça o que dizIA a denúncia da PGR e por quais crimes os réus FORAM CONDENADOS

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        JaIR BOLSONARO

        Ex-presidente

        Acusação: líder da organização criminosa, articulou reuniões no Alvorada, editou minuta golpista, pressionou militares. PGR diz que tinha ciência do plano “Punhal Verde Amarelo”.

        Defesa: nega golpe e diz que não houve clima para qualquer ação inconstitucional.

        Pena:

        Organização Criminosa: 7 anos e 7 meses.

        Tentativa de Abolição do Estado Democrático de Direito: 6 anos e 6 meses.

        Tentativa de Golpe de Estado: 8 anos e 2 meses.

        Dano Qualificado: 2 anos e 6 meses e 62 dias-multa.

        Deterioração de Patrimônio Tombado: 2 anos e 6 meses e 62 dias-multa.

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        ANDERSON TORRES

        EX-MINISTRO da justiça

        Acusação: replicou fake news sobre urnas, envolvido em bloqueios da PRF no 2º turno, tinha a minuta golpista em casa e se omitiu no 8 de janeiro.


        Defesa: diz que minuta foi “fatalidade” e que não participou de plano golpista.

        Pena:

        Organização Criminosa: 5 anos.

        Tentativa de Abolição do Estado Democrático de Direito: 6 anos.

        Tentativa de Golpe de Estado: 8 anos.

        Dano Qualificado: 2 anos e 6 meses e 50 dias-multa.

        Deterioração de Patrimônio Tombado: 2 anos e 6 meses e 50 dias-multa.

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        AlexanDRE RAMAGEM

        EX-ABIN

        Acusação: usou a Abin para criar a “Abin Paralela”, produziu textos de ataques às urnas e deu suporte direto a Bolsonaro.

        Defesa: nega ter usado a Abin ilegalmente e alega perseguição política.

        Pena:

        Organização Criminosa: 5 anos.

        Tentativa de Abolição do Estado Democrático de Direito: 4 anos, 3 meses e 15 dias.

        Tentativa de Golpe de Estado: 7 anos.

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        Almir Garnier

        EX-COMANDANTE DA MARINHA

        Acusação: se colocou à disposição de Bolsonaro em reuniões de dezembro de 2022, oferecendo tropas.


        Defesa: nega ter apoiado golpe ou disponibilizado militares.

        Pena:

        Organização Criminosa: 5 anos.

        Tentativa de Abolição do Estado Democrático de Direito: 6 anos.

        Tentativa de Golpe de Estado: 8 anos.

        Dano Qualificado: 2 anos e 6 meses e 50 dias-multa.

        Deterioração de Patrimônio Tombado: 2 anos e 6 meses e 50 dias-multa.

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        AUGUSTO HELENO

        ex-ministro do GSI

        Acusação: elaborou anotações de ataque às urnas, estimulou descumprimento de decisões judiciais via AGU e seria chefe de um “gabinete de crise”.


        Defesa: afirma nunca ter defendido ações ilegais e que suas funções foram institucionais.

        Pena:

        Organização Criminosa: 4 anos e 5 meses.

        Tentativa de Abolição do Estado Democrático de Direito: 4 anos e 9 meses.

        Tentativa de Golpe de Estado: 5 anos.

        Dano Qualificado: 2 anos e 1 mês.

        Deterioração de Patrimônio Tombado: 2 anos e 1 mês.

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        PAULO SÉRGIO NOGUEIRA

        ex-ministro DA DEFESA

        Acusação: participou de reuniões sobre o decreto golpista, endossou discurso contra as urnas e apresentou minuta a comandantes militares.


        Defesa: diz que buscava transparência eleitoral e fazia parte do grupo “moderado”.

        Pena:

        Organização Criminosa: 4 anos e 5 meses.

        Tentativa de Abolição do Estado Democrático de Direito: 3 anos e 9 meses.

        Tentativa de Golpe de Estado: 4 anos.

        Dano Qualificado: 2 anos e 1 mês e 42 dias-multa.

        Deterioração de Patrimônio Tombado: 2 anos e 1 mês e 42 dias-multa.

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        WALTER BRAGA NETTO

        EX-MINISTRO DA DEFESA

        Acusação: articulou e financiou plano golpista, pressionou militares e teria participado do plano “Punhal Verde Amarelo” para assassinar autoridades.


        Defesa: nega entrega de dinheiro e diz que acusações são “fantasiosas”.

        Pena:

        Organização Criminosa: 6 anos.

        Tentativa de Abolição do Estado Democrático de Direito: 6 anos e 6 meses.

        Tentativa de Golpe de Estado: 8 anos e 6 meses.

        Dano Qualificado: 2 anos e 6 meses e 50 dias-multa.

        Deterioração de Patrimônio Tombado: 2 anos e 6 meses e 50 dias-multa.

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        MAURO CID

        EX-AJUDANTE DE ORDENS

        Acusação: atuava como porta-voz de Bolsonaro, guardava minutas golpistas e participou de conversas sobre o plano Punhal Verde Amarelo.


        Defesa: confirma fatos em delação, mas diz não ter participado das decisões.

        Pena:

        2 anos em regime aberto

        A pena foi definida com base nos benefícios do acordo de colaboração premiada, que inclui a restituição de bens, extensão de benefícios ao pai, esposa e filha maior.

      • 2021 em diante

        Orquestração de Desinformação sobre o Sistema Eleitoral

        A partir de 2019, intensificada em 2021

        Instrumentalização da ABIN (ABIN Paralela) para Espionagem

        Agosto de 2021

        Pressão sobre o Poder Judiciário

        10 de agosto de 2021

        Desfile Militar com fim intimidatório

        Segundo turno de 2022

        Aparelhamento da PRF para Interferência Eleitoral

        Após as eleições de 2022

        Recusa em aceitar os resultados eleitorais e manutenção da mobilização

        9 de novembro de 2022

        Elaboração de planos de ações violentas e neutralização de autoridades

        28 de novembro de 2022

        Pressão sobre comandantes militares para aderir ao Golpe

        Dezembro de 2022

        Elaboração e apresentação da minuta do golpe aos Militares

        Novembro e dezembro de 2022

        Coordenação com lideranças de movimentos populares.

        Final de 2022 e início de 2023

        Planejamento da instabilidade e conivência com atos violentos

        8 de Janeiro de 2023

        Execução dos ataques aos Três Poderes da República

      • O Brasil inicia no dia 2 de setembro o julgamento dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 2022. Um processo inédito na história do país.

        É a primeira vez que temos militares de alta patente e um ex-presidente da República sendo julgados por tentativa de golpe de Estado ou por atacar e vilipendiar a nossa democracia, com todas as garantias de respeito aos seus direitos. Ao longo de décadas, diferente de outros países da América Latina, o Brasil manteve impunidade a militares e civis por tentativas de abolir o Estado Democrático de Direito, como o que aconteceu após o golpe de 1964.

        A Lei de Anistia de 1979 protegeu torturadores e responsáveis por crimes da ditadura, por exemplo.

        Conheça o que os nossos vizinhos latinos fizeram com violadores das suas democracias:

      • POR QUE ESTE JULGAMENTO É TÃO IMPORTANTE?

        1

        Mostra que a lei vale para todos, independentemente de patente ou cargo.

        2

        Fortalece as nossas instituições E

        Cria um precedente histórico contra a impunidade

        3

        É um passo essencial para a consolidação da democracia brasileira

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        "Este julgamento demonstra que a verdadeira pacificação da sociedade só é possível com responsabilização, e não com esquecimento ou falsos mantos de anistia que apenas protegem uma minoria extremista. Ele evidencia que a democracia brasileira tem capacidade de criar seus próprios anticorpos contra investidas autoritárias, garantindo que tais atos não sejam perdoados nem transformados em impunidade."

        — Flávia Pellegrino

        Pacto pela Democracia

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        "É a primeira vez que temos militares de alta patente e um ex-presidente da República, também militar, sendo julgados por golpe de Estado. Trata-se, portanto, de uma oportunidade histórica para rompermos com a tradição de impunidade que marca nossa história. A perspectiva desta punição inédita colocada agora pelo julgamento do STF representa uma esperança para que possamos, finalmente, quebrar esse ciclo vicioso em que golpismo e impunidade se retroalimentam."

        — Lucas Pedretti

        Coalizão Brasil por Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia

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        "O julgamento da tentativa de golpe representa o epílogo inevitável de uma longa jornada de testes para a democracia brasileira. A sociedade civil tem acompanhado de perto essa trajetória. Este julgamento constitui um marco histórico de responsabilização de todos os que ousaram atentar contra a democracia, independentemente do cargo ou da patente, ao mesmo tempo que mostra que a vigilância e articulação devem ser altivas e perenes."

        — Arthur Mello

        Pacto pela Democracia

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        "O julgamento da trama golpista é um feito histórico da democracia brasileira, pois explicita como medidas de responsabilização são essenciais para a defesa da cultura democrática ao redor do mundo. Os processos de responsabilização, inclusive os processos criminais, são cruciais para fixar sentidos concretos do que as regras jurídicas exigem ou permitem, e do que são os próprios valores políticos que norteiam a democracia. "

        — Luciana Silva Reis

        LAUT

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        "O julgamento de Bolsonaro e seus acólitos mostra a força da democracia brasileira. Respeitado o devido processo legal, coloca no banco dos réus aqueles que buscaram subvertê-la"

        — Sergio Fausto

        Fundação FHC

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      O Pacto pela Democracia é uma plataforma de ação conjunta da sociedade civil brasileira voltada à defesa e ao aprimoramento da vida política e democrática no país.

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